Começou a temporada 2017 da Fórmula 1

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Os primeiros testes do ano como de costume aconteceram na pré temporada em Barcelona, essa primeira aparição dos carros é sempre muito importante, para os engenheiros por em prova todos os seus desenvolvimentos durante o inverno europeu, mas em 2017 foi ainda mais importante devido a grande mudança no regulamento técnico que tivemos para esse ano. Carros 20 cm mais largos, pneus com área de contato 60mm e 80mm maior na dianteira e traseira respectivamente, houveram grandes mudanças em aerodinâmica, asas maiores e difusores mais eficientes.

Os resultados dos testes da pré temporada que teve início no fim de Fevereiro, mostraram uma Ferrari muito bem nascida e que ficou muito perto e em alguns momentos na frente das Mercedes de Lewis e Valtteri. Uma Williams sempre muito forte quando há mudanças de regulamento como em 2014, as outras equipes enfrentando os mesmos problemas do ano passado como McLaren e Sauber, e outras que a princípio parecem ter regredido como Force India e Red Bull. Tudo muito recente para conclusões definitivas, boa parte do início dessa temporada será de desenvolvimento para todos os times.

Chegando em Albert Park na quinta-feira dia 23 de março para o primeiro treino da etapa inaugural de 2017, em Melbourne houve um domínio da equipe Mercedes e logo pensei no que sempre acontece na pré temporada com equipes que sabem que tem um carro bem nascido na garagem, acabam sempre escondendo o jogo. Mas no fim das contas na hora que estava valendo para o treino classificatório vimos uma Ferrari muito próxima da Mercedes e o Alemão Vettel colocou o carro de Maranello entre as duas flechas de prata. Ponto para o alemão chorão!

Com o início da corrida na madrugada deste domingo 26, vimos uma Ferrari que acompanhava de perto e sem nenhum esforço o ritmo das Mercedes. Muito empolgante pensei, “pelo menos quatro carros que irão disputar as vitórias esse ano.” Depois de aproximadamente 18 voltas as primeiras paradas em boxe para troca de pneus foram necessárias já que a maioria dos pilotos largaram com pneus ultra macios, e um dos primeiros a parar foi Hamilton que aparentemente apresentava um desgaste excessivo de seus pneus, essa foi a justificativa dada por Hamilton e a equipe, mas sabendo que a Mercedes não tem boas estratégias quando estão sob pressão, Vettel mantinha sempre uma diferença de no máximo 2 segundos do Inglês, podemos pensar que foi uma parada precoce já que Vettel parou seis voltas depois e o companheiro de equipe do Inglês, Bottas parou oito voltas depois.

Depois da primeira parada Vettel voltou na frente de Hamilton que ficou preso atrás de Verstappen até o holandês fazer a sua parada. Daí para o final ninguém mais trocou pneus e Vettel com pneus seis voltas mais novos se manteve na liderança até o fim, sempre com uma vantagem de no mínimo seis segundos.

No fim da corrida alguns pilotos reclamaram que devido a maior pressão aerodinâmica gerada pelos novos carros, cria-se uma grande turbulência na parte traseira do carro impedindo de que outros carros o acompanhe de perto, o famoso vácuo, segundo o piloto finlandês Valtteri Bottas é possível perceber essa instabilidade gerada pelo carro da frente a 2,5 segundos de distância. Com isso os pilotos como Massa, Hamilton e Bottas relataram de que é muito difícil ultrapassar e de que nem mesmo abrindo a asa os ajudam a ultrapassar.

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“Mas me diz, porque gostam tanto de reclamar? Ano passado os pilotos reclamavam de que há um bom tempo eles estavam tendo que pilotar de forma que economize tudo no carro e não podiam extrair o máximo da máquina, porque se não, motores quebram, pneus se desgastam ou podem ficar sem combustível no final da prova. Aí o novo regulamento permite criar máquinas mais velozes em mais de cinco segundos em alguns circuitos, tudo com base em grip mecânico pneus mais largos e pressão aerodinâmica. Sendo assim em curvas de baixa velocidade os pneus mais largos se encarregam de gerar o grip necessário para contornar mais rápido e em curvas de alta, a pressão aerodinâmica trava o carro no chão. Mas a regra da física é clara! Mais pressão aerodinâmica, mais turbulência e menos velocidade final em retas. Então pilotos, o que querem? Andar em carros mais velozes sem sofrer as consequências? Querem mudar as leis da física? Querem pressão aerodinâmica sem turbulência? O que vocês querem não existe, mas se quiserem ultrapassar o carro da frente fique quieto e arruma um jeito, pois, vocês tem talento de sobra pra isso.”

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