Resultado GP da Austrália Formula 1

RACE

Durante o primeiro GP da temporada o mais interessante foi o equilíbrio entre os carros e equipes, exemplo de Bottas que largou na décima quinta posição com o suposto melhor carro do grid e teve muita dificuldade para progredir durante a corrida.

P # DRIVER LAPS TIME/RETIRED
1 5 S. Vettel 58 1:29:33.283
2 44 L. Hamilton 58 5.036s
3 7 K. Räikkönen 58 6.309s
4 3 D. Ricciardo 58 7.069s
5 14 F. Alonso 58 27.886s
6 33 M. Verstappen 58 28.945s
7 27 N. Hulkenberg 58 32.671s
8 77 V. Bottas 58 34.339s
9 2 S. Vandoorne 58 34.921s
10 55 C. Sainz 58 45.722s
11 11 S. Perez 58 46.817s
12 31 E. Ocon 58 60.278s
13 16 C. Leclerc 58 75.759s
14 18 L. Stroll 58 78.288s
15 28 B. Hartley 57 1 lap
16 8 R. Grosjean 24 DNF
17 20 K. Magnussen 22 DNF
18 10 P. Gasly 13 DNF
19 9 M. Ericsson 5 DNF
20 35 S. Sirotkin 4 DNF

A Ferrari colocou os dois carros no pódio com Vettel em primeiro e o Kimi Raikkonen no terceiro lugar.

Os pilotos da Mercedes ficaram em segundo lugar com Lewis Hamilton e Bottas na oitava posição.

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A Red Bull colocou seus pilotos Daniel Ricciardo e Max Verstappen em quarto e sexto lugar respectivamente.

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A grande surpresa da corrida foi o desempenho de Fernando Alonso colocando a McLaren na quinta posição entre os dois carros da Red Bull e seu companheiro de equipe em Stoffel Vandoorne em nono.

RACE-1

Infelizmente mesmo com um desempenho impressionante o final de semana não terminou muito feliz para os carros da Haas, os dois carros tiveram o mesmo problema durante a parada nos boxes, quando uma falha na fixação das rodas esquerda fizeram com que os carros abandonassem a prova.

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A Renault colocou os seus dois carros na zona de pontuação com Nico Hulkenberg e Carlos Sainz em sétimo e décimo respectivamente.

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Aparentemente uma equipe que teve uma piora em seu desempenho em relação a temporada 2017 foi a Force India seus pilotos terminaram na duas primeiras posições fora da zona de pontuação com Sergio Perez na frente de Esteban Ocon.

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O piloto estreante da temporada Charles Leclerc terminou na décima terceira posição e seu companheiro de equipe Marcus Ericsson abandonou a corrida na quinta volta com problemas hidráulicos.

Race8

O piloto canadense Lance Stroll ficou no décimo quarto lugar, penultima posição entre os carros que terminaram a prova. E seu companheiro de equipe Sergey Sirotkin estreante na temporada foi o primeiro carro a abandonar a prova durante a quarta volta com problema nos freios.

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A Toro Rosso na corrida de estreia com motores Honda sofreu com problemas de desempenho com o piloto Pierre Gasly abandonando a prova com problemas mecânicos e seu companheiro de equipe Brendo Hartley foi o ultimo colocado e o único piloto a tomar volta do primeiro colocado.

Pudemos analisar durante a primeira corrida do ano, que houve certo equilíbrio entre as equipes, havendo grande dificuldade para ultrapassagens mesmo entre carros com algumas diferenças de performance, exemplo da toda poderosa Mercedes com Hamilton não conseguindo ultrapassar a Ferrar de Vettel e com o Valteri Bottas sofrendo para recuperar posições. E mesmo o arrojado Max Verstappen em sua Red Bull sofreu tentando ultrapassar a McLaren de Fernando Alonso.

Texto: André Luís Pagoto de Almeida

Fotos: http://www.formula1.com

Treino Classificatório Formula 1 Austrália

Q1-P1

Sábado, no final de semana com GP de Formula 1 é dia de treino classificatório, e hoje foi definido o grid de largada para o GP da Austrália que acontece na madrugada desse Domingo 25 de Março.

Q3

Na primeira parte do treino conhecida como Q1 são eliminados os cinco carros mais lentos entre os vinte, e esses foram os pilotos que definiram suas posições de largada já no Q1:

P # PILOTO TEMPO VOLTAS
16 28 B. Hartley 1:24.532 8
17 9 M. Ericsson 1:24.556 9
18 16 C. Leclerc 1:24.636 9
19 35 S. Sirotkin 1:24.922 8
20 10 P. Gasly 1:25.295 7

Os dois carros da Toro Rosso que para essa temporada estreiam os motores Honda, tiveram as mesmas dificuldades que os carros da McLaren durante os três anos de parceria. Os motores estão um pouco mais confiáveis mas a falta de potencia em relação aos concorrentes ainda são muitas e os pilotos Gasly e Hartley foram eliminados já no Q1 junto com a dupla de pilotos da Sauber Ericsson e Leclerc. O que mais impressionou foi o baixo desempenho do piloto russo Sergey Sirotkin ficando em penúltimo lugar com a sua Williams.

q2-1

Caminhando para o Q2, mais cinco pilotos seriam eliminados nessa etapa e eles são:

P # PILOTO TEMPO Q1 TEMPO Q2 VOLTAS
11 55 F. Alonso 1:23.597 1:23.692 14
12 11 S. Vandoorne 1:24.073 1:23.853 14
13 27 S. Perez 1:24.344 1:24.005 14
14 18 L. Stroll 1:24.464 1:24.230 13
15 31 E. Ocon 1:24.503 1:24.786 16

Durante os primeiros treinos livres víamos uma McLaren superior aos carros da Renault com ambos os pilotos, mas na hora do treino classificatório o desempenho não se repetiu com Alonso e Vandoorne ficando em 11º e 12º respectivamente. O desempenho dos carros da Force India foram um pouco decepcionantes comparado ao desempenho que os mesmos tiveram na temporada passada e entre eles no grid ficou o piloto canadense Lance Stroll.

Foram dois os destaques do Q3 e os dois envolvendo os carros da Mercedes, primeiro o piloto finlandês Valtteri Bottas bateu muito forte nas primeiras curvas do autódromo sem mesmo ter marcado um tempo na terceira parte. O outro destaque ficou por conta da pole position de Lewis Hamilton que por todo o treino ficou com desempenho muito próximo dos carros da Red Bull e Ferrari, mas na sua ultima oportunidade no Q3 fez um temporal que mostra o quão superior pode ser a dupla Mercedes e Hamilton.

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P # PILOTO TEMPO Q1 TEMPO Q2 TEMPO Q3 VOLTAS
1 44 L. Hamilton 1:22.824 1:22.051 1:21.164 20
2 7 K. Räikkönen 1:23.096 1:22.507 1:21.828 17
3 5 S. Vettel 1:23.348 1:21.944 1:21.838 20
4 33 M.Verstappen 1:23.483 1:22.416 1:21.879 18
5 3 D. Ricciardo 1:23.494 1:22.897 1:22.152 17
6 20 K. Magnussen 1:23.909 1:23.300 1:23.187 17
7 8 R. Grosjean 1:23.671 1:23.468 1:23.339 17
8 27 N.Hulkenberg 1:23.782 1:23.544 1:23.532 16
9 55 C. Sainz 1:23.529 1:23.061 1:23.577 17
10 77 V. Bottas 1:23.686 1:22.089 DNF 16

Texto: André Luís Pagoto de Almeida

Imagens: http://www.formula1.com

Havaianas na Formula 1

Havaianas-3

Durante o inverno na Europa quando as equipes estão em processo de desenvolvimento de seus carros para a temporada seguinte, muitos fãs fizeram brincadeiras comparando a novidade do Halo – equipamento de segurança para evitar que algo atinja diretamente a cabeça dos pilotos em um acidente – com as nossas sandálias/chinelos Havaiana, uma das maiores marcas do segmento.

Aproveitando tal oportunidade como uma chance de promover a marca brasileira, a equipe de marketing se uniu junto da equipe da Force Índia para firmarem uma parceira de patrocínio para alguns GPs durante a temporada de 2018.

Havaianas-2

A Havaina procurou a equipe certa já que os indianos são uma das equipes mais fáceis de negociar patrocínios que envolvam certas mudanças até na construção de algumas partes do carro, no caso o Halo foi revisto para que parecesse ainda mais com as sandálias da Havaina. Vejam como ficou e deem suas opiniões.

Texto: André Luís Pagoto de Almeida

Imagens: http://www.br.motorsport.com/ Lat Images

Benetton B192 que Michael Schumacher pilotou durante a temporada de 1992 será leiloada.

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Schumacher fez sua estreia na Formula 1 e na Benetton em 1991, equipe pela qual ele defendeu até 1995 e foi bicampeão, quando mudou para a Ferrari. A unidade a ser leiloada foi o carro em que o alemão foi segundo lugar no GP da Espanha e depois daquela prova foi colocado como carro reserva da equipe durante o resto da temporada.

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O B192 era considerado primitivo perto dos seus concorrentes naquele ano, não tinha freios ABS, controle de tração e nem mesmo a incrível suspensão ativa das Williams. Mas nada impediu que Schumacher colocasse o carro no pódio. O carro era impulsionado por um motor V8 Ford aspirado e enviava a sua força para o chão através de uma caixa de marchas de seis velocidades.

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O carro será leiloado pela casa de leilões RM Sotheby’s em julho em Mônaco e será vendido sem reservas, ou seja, não terá preço mínimo para ser vendido. Provavelmente o valor do carro será menor do que a Ferrari 2001 em qual Schumacher foi campeão aquele ano, leiloada recentemente, mas devido ao apelo histórico da Benetton ele mesmo assim não sairá muito barato.

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Então, essa é a sua chance de ter na garagem o carro do maior campeão de todos os tempos na Formula 1, foram sete títulos, dois pela Benetton nos anos de 1994 e 1995 e outros cinco pela Ferrari durante 2000 e 2004.

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Texto: André Luís Pagoto de Almeida

Foto: http://www.roadandtrack.com

Formula 1 Australia 2018 FP2

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Durante a primeira seção de testes para a primeira etapa do ano, vimos uma Mercedes dominante, Lewis Hamilton ficou mais de 6 décimos a frente do primeiro carro não Mercedes, com Red Bull e Ferrari se misturando na segunda e terceira fila. Mas o que mais chamou a atenção para a segunda seção de treinos é que o Jovem Holandês Max Verstappen ficou na segunda posição apenas 0,127 segundos de Lewis.

FP2

Entre os pilotos da Ferrari mais uma vez Kimi Raikkonen foi mais rápido que Sebastian Vettel no ano que talvez seja o de despedida do finlandês. Outra surpresa interessante do dia foi o piloto francês Romain Grosjean na sexta posição com a sua Haas ficando a frente do australiano Daniel Ricciardo da Red Bull.

Mais uma vez a McLaren se sobre saiu em relação aos carros de fábrica da Renault repetindo as posições de Fernando Alonso e Stoffel Vandoorne, oitavo e décimo respectivamente.

E infelizmente vemos mais um ano da Sauber/Alfa Romeo amargando as duas ultimas posições do grid, com Marcus Ericsson e Charles Leclerc separados por apenas um milésimo nos seus tempos de volta.

Segue aqui o desempenho de cada um dos pilotos no FP2:

P # PILOTO TEMPO VOLTAS
1 44 L. Hamilton 1:23.931 35
2 33 M. Verstappen 1:24.058 34
3 77 V. Bottas 1:24.159 34
4 7 K. Raikkonen 1:24.214 39
5 5 S. Vettel 1:24.451 38
6 8 R. Grosjean 1:24.648 34
7 3 D. Ricciardo 1:24.721 28
8 14 F. Alonso 1:25.200 28
9 20 K. Magnussen 1:25.246 30
10 2 S. Vandoorne 1:25.285 34
11 55 C. Sainz 1:25.390 35
12 11 S. Perez 1:25.413 30
13 27 N. Hulkenberg 1:25.463 35
14 18 L. Stroll 1:25.543 32
15 31 E. Ocon 1:25.888 33
16 28 B. Hartley 1:25.925 41
17 10 P. Gasly 1:25.945 39
18 35 S. Sirotkin 1:25.974 37
19 9 M. Ericsson 1:26.814 31
20 16 C. Leclerc 1:26.815 35

Formula 1 Austrália 2018 FP1

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O primeiro dia de treinos livres para o GP da Austrália já começaram, foi o treino de boas vindas da Formula 1 para a temporada 2018.

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O que podemos analisar com os primeiros testes e resultados, é de que a equipe Mercedes começou mais um ano na ponta, primeiro e segundo lugar do treino foram de seus pilotos Hamilton e Bottas respectivamente. Seguidos pelos carros da Red Bull e Ferrari, até aí parece que não há novidade nenhuma.

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Mas o que todos esperavam ver nesse primeiro dia de carros na pista, é saber como seria o desempenho da McLaren que esse ano estreia a sua nova parceria de motores com a marca Renault. Fernando Alonso e Stoffel Vandoorne ficaram nas posições de oitavo e décimo lugar, fato interessante de ressaltar é que ficaram na frente dos outros dois carro da equipe de fábrica da Renault e na frente também dos dois carros da Toro Rosso que usam os motores Honda, antigos parceiros da McLaren.

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Mas afinal, é muito cedo para tirar qualquer conclusão a respeito do desempenho dos carros, ainda dura o decorrer da temporada ainda é possível fazer diversos ajustes para se adequar a performance do grid. Mas ficamos feliz em ver a McLaren tendo menos problemas e não tendo um desempenho tão vergonhoso perto do que sofreu durante três anos de parceria com os japoneses.

Segue aqui o desempenho de cada um dos pilotos no FP1:

P # PILOTO TEMPO VOLTAS
1 44 L. Hamilton 1:24.026 27
2 77 V. Bottas 1:24.577 29
3 33 M. Verstappen 1:24.771 26
4 7 K. Raikkonen 1:24.875 23
5 5 S. Vettel 1:24.995 22
6 3 D. Ricciardo 1:25.063 25
7 8 R. Grosjean 1:25.730 24
8 14 F. Alonso 1:25.896 16
9 55 C. Sainz 1:25.922 23
10 2 S. Vandoorne 1:26.482 15
11 10 P. Gasly 1:26.494 25
12 35 S. Sirotkin 1:26.536 25
13 27 N. Hulkenberg 1:26.583 25
14 31 E. Ocon 1:26.605 30
15 18 L. Stroll 1:26.636 30
16 11 S. Perez 1:26.767 26
17 20 K. Magnussen 1:27.035 13
18 28 B. Hartley 1:27.745 16
19 9 M. Ericsson 1:27.964 28
20 16 C. Leclerc 1:28.853 28

Texto: André Luís Pagoto de Almeida

Fotos: http://www.formula1.com

Nissan GT-R Hakosuka KPGC10

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Quando falamos sobre carros esportivos japoneses é difícil pensar em algo mais rápido e mais tecnológico do que o Nissan GT-R, mas todos os atributos que o carro carrega hoje é o resultado da lapidação de uma máquina por cinquenta anos. E o carro no qual vamos abordar hoje, é primeiro a ostentar o distintivo GT-R conhecido como Hakosuka ou KPGC10.

Hoje GT-R é sinônimo de velocidade e toda essa áurea descende de um motor seis cilindros em linha que trabalhava em altos giros, com uma ótima capacidade de fazer curvas e com uma história no automobilismo muito vitoriosa.

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O primeiro Skyline a ser produzido era um carro sedan e luxuoso, e não pertencia a Nissan e sim a uma empresa chamada Prince Motor Company que começou a fabricá-los em 1957. Desde de então algumas variações do carro foram produzidas, até quem em 1966 a Prince se juntou ao grupo Nissan/Datsun. A Nissan decidiu dar continuidade a produção do Skyline e em outubro de 1968 eles apresentaram no salão de Tóquio a primeira geração do Skyline GT-R. A princípio o carro era oferecido apenas na carroceria sedan mas em 1971 a cupê duas portas com entre eixos mais curto foi apresentada.

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As letras GT-R significam Gran Turismo Racer, artificio que a Nissan usou para alavancar as vendas pois essas siglas estavam crescendo em popularidade no mercado ocidental. O termo Hakosuka origina-se do público e fãs do carro, que combinavam as palavras japonesas (Hako), que significa caixa junto a palavra (Suka) que é a pronúncia de Skyline em japonês, para dar ao modelo uma designação única.

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Alguns entusiastas comumente usam os códigos de chassis de fábrica que a Nissan usou para denominar seus projetos. Para a versão duas portas o código usado era PGC10 e para o cupê, o famosos KPGC10. Isso ajudava a diferenciar os modelos GT-R dos 2000 GT e GT-X, que visualmente eram parecidos mas em termos de performance se diferenciavam bastante.

Independente da forma que você queira chama-los, a Nissan criou o GT-R com o intuito de ganhar corridas, e tal esforço foi recompensado com incrível sucesso nas competições. Disputando corridas com Mazda Capella e Savana RX3, o GT-R conquistou muitas vitórias em um curto período de tempo, inclusive foram quase 50 vitórias consecutivas antes de o RX-3 quebrar essa incrível sequência na 49º vitória. Em 1972, o Hakosuka era reconhecido como um dos carros com maior dominância na história do automobilismo japonês, conquistando o status de lenda.

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Em 1973, o Hakosuka foi substituído pela segunda geração do GT-R, conhecido no Japão como Kenmeri. O termo é derivado de uma publicidade do modelo na época onde um casal de jovens chamados Ken e Mary dirigiam um GT-R por estradas secundárias no interior do Japão “essas histórias são no mínimo curiosas.”. Enquanto a segunda geração era equipada com o mesmo powertrain da Hakosuka, tinha uma carroceria reestilizada com estilo fastback e ligeiramente mais largo do que o seu antecessor, fazendo com que o peso aumentasse um pouco também.

Mas em 1973 devido a crise do petróleo que marcou a indústria automotiva ao redor do mundo, todas as fabricantes de carros procuravam por alternativas mais econômicas e assim a versão GT-R do Skyline foi retirada de linha. E apenas 16 anos depois em 1989 a sigla GT-R foi ressuscitada com a versão R32.

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Mecanicamente a Hakosuka era equipada com um seis cilindros em linha com muito fôlego para altas rotações. Instalado na dianteira o S20, tinha duplo comando de válvulas no cabeçote, quatro válvulas por cilindro, fluxo cruzado, câmara de combustão hemisférica e um trio de carburadores duplos.

O primeiro motor S20 foi produzido em 1968, e era originalmente desenvolvido pela Prince Motor Company. Ele era baseado no motor GR-8, um 2.0 litros de alta performance usado no R380, um carro de competição da marca que ajudou muito na credibilidade do GT-R como carro realmente esportivo. A relação entre os dois carros ficou clara quando a Nissan apresentou o primeiro GT-R ao lado de um R380 em Tóquio.

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A potencia era de 160 cv a 7000 rpm e 18,1 kgfm de torque a 5600 rpm, números muito expressivos para a época. Mas uma das melhores qualidades daquele motor era onde começava a faixa vermelha de giros lá na casa dos 7500 rpm. Ouvir esse carro rasgando as retas dos autódromos no Japão deve ter sido incrível!

Como dizem que potência sem controle não é nada, o carro também possuía um chassi muito bem construído com suspensão independente nas quatro rodas, o que ajudava em muito o seu desempenho nas pistas.

Na frente o carro contava com estrutura Mc-Pherson e na traseira um subframe montado com braços independentes arrastados. O conjunto lidava com uma carroceria super leve 1134 quilos, que permitia o carro contornar curvas tão bem quanto os carros esportivos europeus.

Na parte de transmissão o carro era equipado com um diferencial de deslizamento limitado, enquanto a direção usava sistema de rolamentos reciclantes. O sistema de freio contava com disco ventilado e pinça com pistão simples na dianteira e freios a tambor na traseira.

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A conclusão é que realmente a sigla GT-R tem um ótimo pedigree, sendo o Hakosuka o primeiro GT-R da história e contar com equipamentos às vezes raros hoje em dia em alguns carros como, comando de válvulas duplo no cabeçote e suspensão independente nas quatro rodas há 50 anos atrás, mostra que o foco em fazer o melhor do melhor para a Nissan começou desde seu primeiro GT-R.

Motor 2.0L aspirado, 6 cilindros em linha, DOHC 24 válvulas/ 160 cv @ 7000 rpm, 18,1 kgfm @ 5600 rpm.
Transmissão 5 velocidades manual.
Disposição 2 portas, 4 passageiros, motor dianteiro, tração traseira, cupê
C x L x A 440 x 166,5 x 137 cm
Entre eixo 257 cm
Peso 1134 kg
Peso/Potência 7,09 kg / cv
0-100 km/h — segundos
Vel. Máxima — km/h

Hyundai i30N

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Com o novo i30N a Hyundai entra para a briga em um dos segmentos mais concorridos na europa o dos Hot Hatches, carros médios mas com potência suficiente para acelerar e se divertir bastante. O carro introduz melhorias dinâmicas desenvolvidas pela sua nova divisão de performance, denominada pela marca de “N” – possivelmente em referência a Nurburgring – é com isso que a Hyundai quer mostrar o quão séria é essa nova empreitada.
Nada consegue representar o quão determinada ao sucesso a marca está do que a contratação do engenheiro Albert Biermann líder da divisão “N”. Biermann foi responsável pelos melhores carros da divisão Motorsport da BMW por vinte anos, até chegar na Hyundai em 2014.
Mesmo com sua inquestionável reputação como engenheiro chefe de projetos, e o desejo óbvio da Hyundai em fazer um carro com performance para nos impressionar baseado em um i30, você nota que há atributos suficientes para uma combinação perfeita. Biermann deixou claro que antes de chegar a Hyundai ele nunca havia trabalhado em carros com tração dianteira.

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O objetivo da Hyundai era um i30N que pudesse entregar uma onda de prazer ao ser pilotado em estradas sinuosas e que fosse tão bem construído a ponto de poder fazer frente para os melhores carros do mercado nessa categoria.
O i30N segue a receita básica e de sucesso de seus rivais no que se refere a motor e câmbio. O carro usa um 2.0 litros de quatro cilindros turbo acoplado a uma caixa de cambio manual de 6 marchas e tração dianteira.

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Duas opções de motores são disponíveis, a versão básica com 250 cv e 35,95 kgfm de torque e a versão equipada com o pacote Performance que aumenta a potência para 275 cv com a função over-boost que aumenta o torque para 38,6 kgfm durante 18 segundos. Todos esses números conferem um desempenho de 0 a 100 km/h em 6,1 segundos e uma velocidade máxima limitada em 250 km/h, números justos e decentes mas nada comparado com o escandaloso Civic Type-R, um de seus rivais.
Na parte de transmissão o carro é equipado com um diferencial de deslizamento limitado de verdade, nada daqueles sistemas simulados através da utilização dos freios, o sistema trabalha de forma muito eficiente para garantir que a potência seja transferida para o chão da melhor forma.
O chassi também foi retrabalhado, serviço no qual Biermann foi o responsável em garantir que o carro tivesse um conjunto sólido para conferir esportividade mas também entregar certo nível de conforto, e isso foi alcançado com ajuda de um sistema de suspensão com regulagens entre cinco modos: eco, normal, sport, N e N custom.

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Ainda sobre a parte de colocar toda a potência no asfalto o carro utiliza pneus Pirelli P-Zero desenvolvidos especificamente para o carro, o que sempre faz muita diferença no resultado, mesmo se isso significar um grande investimento por parte da Hyundai. Adicionado a isso o carro conta com amortecedores ativos que se adptam ao comportamento do carro a cada curva.

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Quando configurado no modo “N” através de um botão no volante os amortecedores ficam mais rígidos, os escapamentos ficam mais barulhentos, os mapas eletrônicos do controle de estabilidade ficam mais permissivos e os de acelerador e do diferencial se comportam de forma mais esportiva.
O carro é equipado com um rev-match ou punta taco automático que se comporta de formas diferentes dependendo do modo de condução que o carro estiver configurado. Mas, tão bom quanto essa função é o botão que permite desligá-la, e devido aos pedais serem posicionados de forma perfeita você pode ter o prazer de fazer o punta-taco você mesmo.

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Quanto ao interior, a atenção aos detalhes foram muitas e o carro conta com uma qualidade de acabamento não muito comum presentes nos carros da marca. O carro quando na versão mais completa vem equipado com bancos dianteiros com regulagens elétricas, mas que não fazem falta nenhuma se você quiser a versão mais simples com bancos que pesam 20 quilos a menos.

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Com o Hyundai i30N a marca entrou em um dos meus segmentos preferidos onde se enquadram máquinas incríveis como: Golf GTi, Megane RS, Seat Leon Cupra, Focus ST, Peugeot 308 GTi e Opel Astra VXR. E até agora o que parece é que a Hyundai não veio para fazer feio, o i30N é muito bonito e com predicados que o coloca a par dos melhores carros do segmento como desejava a marca. Então vejamos em próximos capítulos e comparativos como se desenrola a história dessa bela máquina.

Texto: André Luís Pagoto de Almeia

Fotos: http://www.carmagazine.com

Honda Civic Si 2018

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Uma das coisas que já sabemos hoje em dia no mundo automotivo é que as fabricantes irão colocar turbinas em seus pequenos motores para entregar um bom desempenho e até denominar seus carros equipados com ele de esportivo. E outra coisa é que as montadoras estão trocando belos números em suas fichas técnicas, pela tradição ou envolvimento na condução. Exemplo disso é a Porsche com seu câmbio de dupla embreagem – precisaram voltar atrás no GT3 991-2 – em um dos carros mais tradicionais da marca o GT3 RS.

Para a Honda isso já mudou desde a versão anterior do Civic Type-R, abriram mão dos tradicionais motores aspirados giradores por um 2.0 turbo recordista em Nurburgring. E o mais novo carro a aderir essa tendência é o novo Civic Si. Jornalistas especializados relatam que mesmo sem aquele incrível 2.0 girador o Type-R entrega muita diversão e envolvimento ao volante. Mas é difícil aceitar tal afirmação, porque até mesmo a Formula 1 com seus motores 1.6 turbo batendo todos os recordes de tempo de volta ano passado, ainda há muita gente “e eu sou um deles” querendo voltar a ouvir aquele motor aspirado passando berrando pela reta.

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O novo motor 1.5 litros turbo de 208cv a 5700rpm é uma decepção perto dos 7800rpm em que girava o Si de oitava geração, sim entrega muito mais torque em baixas rotações, 25,6kgfm já a 2100rpm se comprarmos aos 19,2kgfm lá na casa dos 6100rpm. Mas o que voltamos a repetir é sobre a tradição e envolvimento, sem precisar ganhar do carro do seu amigo no Super Trunfo. Os números não significam diversão – o melhor exemplo disso é o Toyota GT86 com seu comportamento divertido com menos de 200cv – aqueles motores aspirados da Honda giradores são uma maravilha e divertidíssimos, giram tanto que parecem não ter fim.

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Mas se nem tudo nos agrada, vamos nos atentar aos outros detalhes do novo Civic Si. Como na geração passada será disponível apenas a versão duas portas em nosso mercado, será equipado com um câmbio manual de 6 marchas, e isso nos alegra e muito. Na parte de suspensão o carro será equipado com amortecedores adaptativos, conferindo uma rodagem mais firme quando configurado no modo sport.

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Visualmente a carroceria cupê confere um ar mais esportivo do que a versão sedan que é disponível em outros mercados, aerofólio traseiro, as saídas de escape central e as tomadas de ar maiores no parachoque dianteiro também colaboram para a presença mais esportiva da carroceria. O interior do modelo é uma das partes que mais nos chamou atenção devido ao volante de diâmetro certo para quem aprecia uma condução mais esportiva e os bancos com bastante apoio lateral muito útil nesses momentos.

A rumores de que para 2018 a Honda irá trazer apenas 60 modelos do Si, e serão disponíveis nas cores branco perolizado, azul metálico, vermelho e preto perolizado. O valor anunciado é de R$: 159.900,00 muito acima de seu principal rival Golf GTI que parte de R$: 135.000,00 com 12cv e 9,1kgfm a mais do que o carro japonês, um fator que o Civic pode levar vantagem é ser equipado com câmbio manual, mas quase 25 mil reais a mais pesa muito na hora de definir a compra.

2017 Honda Civic Si Coupe

A nona geração do Si no Brasil não fez muito sucesso e seu adversário já era o mesmo de hoje, e parece que a Honda não mudou muito a escalação do seu time, talvez não vai ser fácil dar o troco na Alemanha desse jeito.

Texto: André Luís Pagoto de Almeida

Fotos: www.autoevolution.com

Ayrton Senna aniversário 58 anos.

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Pra mim, o que mais me impressionou e me emocionou na história de Ayrton Senna como piloto foi essa prova Grande Prêmio de Mônaco de 1984. O vídeo mostra muito bem o porque.

“Ayrton Senna em 1984 fez a sua estreia na Formula 1, em uma equipe muito pequena, na qual é bem comum pilotos novatos começarem sua carreira. Hoje em dia seria uma Sauber ou Haas talvez.”

“Senna chegou para a corrida pouco tempo antes da qualificação, nunca antes tinha visitado Mônaco, pela primeira vez não só na pista mas também a primeira vez na vida que ele esteve naquele lugar.”

“Eu não sei o quão claro eu consigo ser ao tentar descrever o quão difícil é pilotar um carro de Formula 1 em ruas normais como as do principado em comparação a um circuito preparado para isso com áreas de escape e caixa de britas.”

“E para dificultar um pouco mais a vida dos pilotos, não a de Senna, quem o conhece sabe que na chuva ele dominava, aquele final de semana estava muito chuvoso e o dia da corrida não foi diferente.”

 

Descrição do vídeo:

“Alain Prost largou na primeira posição com seu McLaren TAG e Nigel Mansell largou na segunda posição.”

“Ayrton Senna estreante naquela temporada largou em décimo terceiro.”

“Na décima primeira volta Mansell ultrapassou Prost, assumindo a liderança da corrida mas cinco voltas depois bateu e abandonou a prova.”

“Senna já era terceiro colocado atrás apenas das dua McLarens.”

“Na décima nona volta Ayrton Senna ultrapassou Niki Lauda assumindo a segunda posição ficando aproximadamente 30 segundos atrás de Prost.”

“Apenas cinco voltas após Senna ultrapassar Lauda ele bateu sua McLaren, provando que mesmo os melhores pilotos poderiam falhar nessas condições.”

“Na volta 32 a prova foi parada com uma bandeira vermelha, que não necessariamente significava o fim da corrida, porque a corrida poderia recomeçar. Quando de repente bandeira quadriculada e bandeira preta”

“Senna celebrou, mas estava tudo muito confuso, ele acreditava ter ganho a corrida, mas as regras diziam que o resultado final era declarado na volta anterior da qual a prova foi interrompida, quando ele ainda era segundo.”

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Senna impressionou a todos naquele final de semana e me impressiona toda vez que assisto ou lembro sobre essa corrida, pra mim é a mais incrível que ele fez devido às circunstâncias de não conhecer Mônaco, estar chovendo e ganhar de pilotos como Keke Roberg Niki Lauda, Alain Prost, Nigel Mansell.

Textp: André Luís Pagoto de Almeida

Fotos: Internet